O Fim de Semana em Santo Amaro da Imperatriz

O clima de outono proporciona dias belíssimos mas de vôo batalhado, a camada de inversão fica mais baixa e as raras termais são fracas e menores, talvez pela raridade são mais deliciosas, observe a graciosidade na enroscada da Flavinha na termal marginal rente a decolagem. É ótima a condição para voar pianinho e treinar os fundamentos básicos do vôo. Na decolagem, aliviei na final da corrida ao invez de manter a asa levemente picada(bico baixo), por isso a minha asa deu uma pequena estolada, no pouso a aliviada foi no final do efeito solo reduziu a velocidade da asa e fez falta no momento do estol, controle este que não faltou no belo pouso do Kbça.

Sebo nas Canelas - o filme







Em edição.
o filme do camp. catarinense de asa etapa de canelinha. pouso três riachos.

Catarinense de Asa 2008 - Etapa de CANELINHA









Os cirros se abriram, deram espaço pro sol passar, que iluminou a terra úmida, aqueceu as pedras, e bombou, a Flavinha birutou, na melhor do dia, não faltou companhia, na rampa aquela correria, as decolagens se suscedendo em clima de confraternização, na altura dos seus 550 metros o morro do Rolador asas espelia, o vôo renascia e a etapa do Camp. Catarinense de Asa de Canelinha acontecia, mas a termal da rampa pulsava e no morro da cruz o junico reinava mas sozinho não investia, enquanto no pouso da galera a brisa da chaminé das olarias, parece que pra alguns dizia, vem! hoje não é o teu dia, e a profecia acontecia, o bolo de asas no ar diminuía, era outra turma que caía, até que um canhão tirou o zémaria do chão, levando junto o tingão que o Dingo esperto não deixava escapar e marcava mesmo enroscando na contra-mão, ainda demorou no morro da cruz pra gente realmente passar pra outra dimensão, mas veio o mil, a base, a tirada em formação, o Zemaria liderava mas baixo mal passa a cordilheira dispensa a granja que parece ter um bom pouso, e deriva pro grotão, passou a outra montanha, e foi para a encosta do vale que azulou, parecia que íamos sair mas ao poucos fomos se entregando, pousando na grama fofa de três riachos, ao lado do orelhão, tres brejas bem gelada com salgadinho de trigo pra levantar a pressão e logo o resgate oficial do Testoni batia no portão, dizendo que o Dingo pousou em Antônio Carlos e matou a prova. Parabéns ao Clube de Vôo livre da Galera-Canelinha pela festa e a organização.

A Rampa da Lagoa Agoniza




Os precursores do vôo livre sentindo a necessidade de expandir o vôo até então restrito a praia mole e ao morro da cruz convenceram as autoridades a se empenharem na construção da rampa da lagoa, coube ao governador Esperidião Amin concretizar a obra dos nossos sonhos, mas como a estrada é de difícil acesso se tornou point dos jipeiros muitos dos quais não exitaram como prêmio da travessia bem sucedida, em colocar seus jeeps sobre a rampa que com a colaboração de alguns vândalos acabou chegando no estado em que hoje se encontra. É risco total para se chegar na rampa com a asa nas costas, graças a destruição de parte dela, vendo o filme anexo você pode imaginar porquê apesar dos pesares sempre que possível nos decolamos de lá.

O Cambirela









Na serra do Tabuleiro


montanha encantada na divisa da cordilheira com o mar
mas decolando do morro queimado pra lá chegar,
um caminho árduo tem que passar
termal na rampa, pilões,na pedreira e a do rotor do jomar
depois nas entranhas da besta sem o Zé Maria pra ajudar
dali pra boca do venturi, aquele que faz muita gente na pinheira pousar
mas o risco é calculado da base da nuvem no cambirela vou chegar
reservo um pouco de adrenalina pra com a galera na montanha gastar
pois é normal ser bem recepcionado e uma negociação com certeza vai rolar
não se deixe empolgar com o visual dos córregos espumando alegres à cantar
aquele coice de mula, pode estar em qualquer lugar,
abaixa a crista e te liga se não a asa vai capotar.

É como se fosse a primeira vez, mas não pude evitar
escalei a serra de novo, não resisti, vim te visitar
chego por baixo e de mansinho pra ti reverenciar,
autoridade merece respeito pro cambirela então nem pensar
mesmo porque no meu coração...pra ele tem sempre um lugar.

Pouso Alternativo em Santo Amaro da Imperatriz



Em Florianópolis chuvia no começo do dia e a cidade estava cheia de nuvens, mas em SAI havia buracos azuis no ceu, apesar do teto baixo e aos poucos a nevoa subiu e o teto passou de mil, cumulos se formavam e de noroeste derivavam, alguns urubus apareceram e decolei cedo na rampa norte com vento noroeste fraco, perdi quase 100 metros na esquerda até conseguir uma termal que me tirasse da roubada, e fui ganhando devagarzinho cerca de 200 metros acima do morro queimado, forcei a barra para a vargem do braço, perdi muito na ida insisti até não poder mais pois achava que estava proximo da termal e nada, voltei mais baixo ainda e as decendentes pareciam maiores, quando cheguei no lado da rampa senti que se não ganhasse nada no caminho não conseguiria altura para ultrapassar as montanhas da meia serra, rapidamente me vi cercado pelas montanhas e não tive outra alternativa senão o de encarar pela primeira vez o pouso de emergência às margens do cubatão. apesar de ser um buraco dois são os pousos viáveis, um na margem sul, quase na curva do rio é comprido e fino com a cabeceira obsruída, Já o da margem norte portanto o da esquerda, dois potreiros conjugados, maiores e mais largos com a cabeçeira limpa, só que no primeiro o proprietário do aras ameaça processar por invasão de domicílio todoo piloto que pousar em suas terras, mas o espaço aéreo sobre o seu territorio rural é perfeito para se efetuar nele a aproximação final para o pouso no potreiro que vem logo a seguir, que é amplo o suficiente para suportar a aproximação e o pouso de uma asa careca, usei o paraquedas de arasto e senti alem da diminuição da velocidade uma puxada da quilha para o lado esquerdo, acelerei e fiz a última curva preocupado e a asa se comportou bem especialmente quando recebeu uma brisa contrária, perfeita para estolar a asa. O paraquedas estava com um cabo preso no suporte da camara fotográfica que a fixava na ponta da quilha, para minha sorte não aconteceu nada mas era para ter-me dado conta da possibilidade de problemas no comando e no risco de acidente.

Leste > Sudeste





Pela manhã na cidade a biruta indicava sul, as duas da tarde passei na cruz os coqueiros estavam de sueste, cheguei na lagoa com vento leste e as nuvens hora derivando de sueste,Kbça me conta do vôo do Zé Maria e Kvalo fizeram em SAI, Pedro águia falou com o o banana no celular ele estava voando no rio vermellho e queixava-se do vento sueste por lá, corri pra rampa e armei com a lagoa estriada de leste. o ratão do Banana logo apareceu e decolou ainda na minha frente graças a praticidade do parapente, fui atrás e trouxe junto o Bill e o Sadol que se animaram com a batalha da ganhada, logo depois chegou o Kbça agoniado com o trânsito lento e a hora passando, mas assim que chegou na rampa a condição acalmou e contrariando a regra normal das coisas retornou para sueste, parecia entrega de encomenda, apareceu um monte de pompons e ele estampou, acho que as rígidas gostam mesmo é de farofa, ganhou com uma facilidade que não tive, mas fomos juntos para a base. Não fosse a tribo botando pilha e eu teria perdido um belo e inesperado vôo de fim de tarde. Termais fortes e vôo liso, o pouso da lagoa que costuma ser casca grossa quando a deriva tem componentes de leste, hoje estava mansinho, parecia sulzinho.
Diz o Banana que amanhã vai rolar sul, então que seja Lagoa de novo.

Bateria de Asas















A decolagem foi em serie, Pedro Aguia, kbça e eu logo atrás, termal seca perto da rampa, semelhante às da lagoa mas em menor número.

Lagoa - Altos Vôos II











Afinal já era o terceiro dia de vento Sul, o vento que limpou o tempo e nos livrou das chuvas do leste, o sueste fortinho com rajadas da manhã iria diminuir, quem sabe quase parar? mantive a calma ao almoçar, mas as asas e parapentes começaram a decolar, trânsito intenso no céu azul, muita gente alta em termais secas e fortes derivando de sul, leste, nordeste, pra celesc, o entardecer nas baías norte e sul, das pontes e da cidade, vistas limpas e cristalinas de toda a ilha, de uma altura privilegiada, via-se o fundo das aguas do mar da lagoa e do ar. Acompanhei o rígido na tirada final pra praia mole e dunas.

Altos Vôos









Após o sufoco do engarrafamento na br - 101 e dos muitos desvios a Barca (Kbça, pedro aguia e eu) ja estava no Passa 20, próximo a liberdade dos ares de SAI, mas as árvores insistiam em de sul se curvar, o Pedreira la da lagoa confirma a previsão. o sul acabou de entrar, abortamos e voltamos pra lagoa, as nuvens e a pressão parecia aumentar, decolamos teto baixo mas de nuvem em nuvem, termal a termal e logo tinha uma galera nas termais do pouso que hoje estavam incrementadas com o calor das pessoas, dos carros e da feijoada que se fazia nas margens do pouso, o vôo foi evoluindo e as termais se sucedendo até a duna da joaca, proporcionando um belo vôo asas e parapentes se revesavam sobre a lagôa. Nas asas, Kbeça, Leandro, Sabia, Nando e Pedrinho também estavam lá, Bill, Sadol, Mathio e outros parapentistas militantes, entubando cada um na sua hora, com belos pousos apesar da turbulência no ar. No pouso enquanto colocava a asa no carro, ouvia um nativo que vagarosamente se deslocava, o tanquinho cheio de feijoada que cuidadosamente transportava, com aquele cuidado em não sacudir o alimento armazenado, não deslocar os grãos cuidadosamente acomodados, lesmamente se deslocava enquanto exclamava; Altos vôos, outro passo um gorjeio e outra exclamação aparecia; altos vôos,..lá de longe e ainda se ouvia, altos vôos...