Trânsito Intenso





O inverno frequentemente acompanhado de condição técnica mais fraca, acaba aglomerando os pilotos seja na rampa, no vôo ou no pouso. Para a felicidade das asas, nossos amigos do parapente daqui na grande maioria agem com consciência da velocidade e o seu posicionamento no circulo a empreender quando na termal voando com a gente, na aproximação para o pouso melhor aproveitam o espaço a ser usado entre as aeronaves no momento do pouso, acelerando quando livre a área de pouso e agachando-se rapidamente quando não da tempo de se retirar para dobrar seu parapente na área reservada para tal, tudo numa admirável harmonia. Ops! Lontra no Laguinho
vídeo a lontra no laguinho
E a reunião se estendia, afinal estava sendo um belo dia, o ótimo vôo de termais lisas por todo o vale, e o papo transcorria normalmente até que a Flavinha preocupada vai logo avisando pro robo, tem cãozinho no laguinho, mas como? se o russo estava dormindo, o capim continuou se mexendo e a lontra como quem não quer nada, acabou aparecendo, andou, nadou, deu uma parada e quase falou, pra mim deu um alô, descansou um pouco, depois fez uma onda e se mandou.
O veranico
Os vôos são extremamente técnicos, termais raras e fracas, derivando em diferentes direções. pouco vento no pouso, proporciona um planeio maior dificultando a localização do ponto de estol.
Curicacas no LCVL
O Fim de Semana em Santo Amaro da Imperatriz
O clima de outono proporciona dias belíssimos mas de vôo batalhado, a camada de inversão fica mais baixa e as raras termais são fracas e menores, talvez pela raridade são mais deliciosas, observe a graciosidade na enroscada da Flavinha na termal marginal rente a decolagem. É ótima a condição para voar pianinho e treinar os fundamentos básicos do vôo. Na decolagem, aliviei na final da corrida ao invez de manter a asa levemente picada(bico baixo), por isso a minha asa deu uma pequena estolada, no pouso a aliviada foi no final do efeito solo reduziu a velocidade da asa e fez falta no momento do estol, controle este que não faltou no belo pouso do Kbça.
Catarinense de Asa 2008 - Etapa de CANELINHA




Os cirros se abriram, deram espaço pro sol passar, que iluminou a terra úmida, aqueceu as pedras, e bombou, a Flavinha birutou, na melhor do dia, não faltou companhia, na rampa aquela correria, as decolagens se suscedendo em clima de confraternização, na altura dos seus 550 metros o morro do Rolador asas espelia, o vôo renascia e a etapa do Camp. Catarinense de Asa de Canelinha acontecia, mas a termal da rampa pulsava e no morro da cruz o junico reinava mas sozinho não investia, enquanto no pouso da galera a brisa da chaminé das olarias, parece que pra alguns dizia, vem! hoje não é o teu dia, e a profecia acontecia, o bolo de asas no ar diminuía, era outra turma que caía, até que um canhão tirou o zémaria do chão, levando junto o tingão que o Dingo esperto não deixava escapar e marcava mesmo enroscando na contra-mão, ainda demorou no morro da cruz pra gente realmente passar pra outra dimensão, mas veio o mil, a base, a tirada em formação, o Zemaria liderava mas baixo mal passa a cordilheira dispensa a granja que parece ter um bom pouso, e deriva pro grotão, passou a outra montanha, e foi para a encosta do vale que azulou, parecia que íamos sair mas ao poucos fomos se entregando, pousando na grama fofa de três riachos, ao lado do orelhão, tres brejas bem gelada com salgadinho de trigo pra levantar a pressão e logo o resgate oficial do Testoni batia no portão, dizendo que o Dingo pousou em Antônio Carlos e matou a prova. Parabéns ao Clube de Vôo livre da Galera-Canelinha pela festa e a organização.
A Rampa da Lagoa Agoniza

Os precursores do vôo livre sentindo a necessidade de expandir o vôo até então restrito a praia mole e ao morro da cruz convenceram as autoridades a se empenharem na construção da rampa da lagoa, coube ao governador Esperidião Amin concretizar a obra dos nossos sonhos, mas como a estrada é de difícil acesso se tornou point dos jipeiros muitos dos quais não exitaram como prêmio da travessia bem sucedida, em colocar seus jeeps sobre a rampa que com a colaboração de alguns vândalos acabou chegando no estado em que hoje se encontra. É risco total para se chegar na rampa com a asa nas costas, graças a destruição de parte dela, vendo o filme anexo você pode imaginar porquê apesar dos pesares sempre que possível nos decolamos de lá.
O Cambirela




Na serra do Tabuleiro
montanha encantada na divisa da cordilheira com o mar
mas decolando do morro queimado pra lá chegar,
mas decolando do morro queimado pra lá chegar,
um caminho árduo tem que passar
termal na rampa, pilões,na pedreira e a do rotor do jomar
depois nas entranhas da besta sem o Zé Maria pra ajudar
dali pra boca do venturi, aquele que faz muita gente na pinheira pousar
mas o risco é calculado da base da nuvem no cambirela vou chegar
reservo um pouco de adrenalina pra com a galera na montanha gastar
pois é normal ser bem recepcionado e uma negociação com certeza vai rolar
não se deixe empolgar com o visual dos córregos espumando alegres à cantar
termal na rampa, pilões,na pedreira e a do rotor do jomar
depois nas entranhas da besta sem o Zé Maria pra ajudar
dali pra boca do venturi, aquele que faz muita gente na pinheira pousar
mas o risco é calculado da base da nuvem no cambirela vou chegar
reservo um pouco de adrenalina pra com a galera na montanha gastar
pois é normal ser bem recepcionado e uma negociação com certeza vai rolar
não se deixe empolgar com o visual dos córregos espumando alegres à cantar
aquele coice de mula, pode estar em qualquer lugar,
abaixa a crista e te liga se não a asa vai capotar.
É como se fosse a primeira vez, mas não pude evitar
escalei a serra de novo, não resisti, vim te visitar
chego por baixo e de mansinho pra ti reverenciar,
autoridade merece respeito pro cambirela então nem pensar
mesmo porque no meu coração...pra ele tem sempre um lugar.
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